16 de abril de 2014

Follow the flux...

Primeiramente eu queria começar o post de hoje com dois vídeos sobre o fator de movimento fluxo:



Este vídeo demonstra bem o fator fluxo controlado. Como a dança "robot" os movimentos são quebrados/não lineares. Na sala de aula pudemos perceber isso quando estávamos vendados e todos nossas ações eram contidas - mesmo as rápidas, como sair correndo no meio do estacionamento... claro que com ajuda do nosso parceiro.



Este segundo vídeo mostra o fator fluxo livre. Acho que o Tai Chi é um excelente exemplo deste extermo pois os movimentos desta atividade buscam promover a circulaçam de Qi dentro do corpo. Se houver qualquer forma de bloqueio - movimento travado ou tensão muscular -, o Qi será bloqueado também.





9 de abril de 2014

Feedback das Apresentações


Fiquei um pouco desapontada com minha nota na primeira avaliação - for the love of god - não tire mais nota de mim por que falei isso no meu diário. (Hahaha - risada anciosa) Pensei que nosso grupo tinha ido tão bem... A gente se esforçou para que o conteúdo aprendido em sala de aula ficasse latente... tanto no enredo - embora esse tenha ficado um tanto abstrato - quanto nos movimentos utilizados em sí.

Compreendo que o protagonista teve a oportunidade de demonstrar mais movimentos durante a apresentação, porém as nossas explicações no final e a parte escrita demonstravam que o grupo sabia do que estava fazendo tanto quanto ele - sem querer desmerecer o trabalho dele. Fiquei um tanto quanto magoada que o trabalho escrito não foi levado em conta - pelo menos, não houve nenhuma referência a tal no feedback do professor. =(

2 de abril de 2014

O CORPO e seus EGOS

No post de hoje queria compartilhar a minha reação à prova da primeira unidade do semestre. A proposta dada pelo professor era "apresentar uma pequena composição de uma cena dramática com duração entre quatro (04) a seis (06) minutos. Essa composição deverá incluir obrigatoriamente a utilização dos princípios de Expressão Facial, Organização Corporal, e Ações Físicas." Logo abaixo poderá ver o vídeo da apresentação em sala e em seguida minha explanação/reação. 

A proposta de nosso trabalho foi criar e apresentar uma cena dramática com duração curta com foco nos princípios de expressão facial, organização corporal, e ações físicas. Pudemos escolher entre criar as ações físicas em cima de uma história ou criar a história a partir das ações. Escolhemos utilizar uma mistura de ambos os processos: decidimos um tema central para a cena e começamos improvisar ações em cima deste, criando movimentos e imagens, e depois ajustar a história para que houvesse coesão no grupo.
Tivemos a ideia desse tema a partir do símbolo para corpo (8), que se parece com um símbolo de infinito (∞) em pé. Portanto, o tema central foi a infinidade do corpo em contraponto aos seus limites. Tivemos então a ideia de criar um personagem CORPO que se desenvolve e quando chega até a contralateralidade, começa a desenvolver autoconsciência e se reprimir. Os atores repressores seriam retratados como EGOS: a VERGONHA, a RAIVA, o MEDO e a PREGUIÇA. No final da cena idealizamos uma união de CORPO e EGOS para que todos virassem um só. 
A criação do meu personagem, a VERGONHA, foi um desafio. Entro em cena com o corpo neutro e crio o corpo da VERGONHA apenas quando o personagem CORPO chega ao estágio de desenvolvimento contralateral. Procurei estudar os PNB e incluir apenas aqueles que faziam sentido com o personagem.
  • Respiração Celular: procurei estabelecer uma respiração rasa, o enchimento e esvaziamento aparente apenas na parte superior do tórax, pois a respiração diafragmática na barriga pode ser considerada deselegante e motivo de vergonha para meu personagem.
  • Homólogo: procurei transparecer a timidez também na postura. Organizei meus pés para que a pisada do personagem posse voltada para dentro, com os dedos apontando para o centro. E a rotulação dos ombros e braços para frente, um pouco corcunda, fechando o peito para a plateia.
Busquei também estabelecer uma expressão facial que passava a ideia de vergonha. Com o auxílio de maquiagem para tornar minhas bochechas mais avermelhadas, trabalhei as sobrancelhas arcadas no centro da testa e a boca tensa.
Minhas ações consistem em deixar o CORPO envergonhado de seus movimentos “absurdos”. Trabalhando um conceito de esvaziamento, para que ele fique menor e encolhido, e trabalhando o homólogo: as mãos dele escondendo o rosto e o sexo. 

Esta cena foi também apresentada em um evento beneficente do Colégio Internacional de Curitiba, postarei fotos em breve. 

26 de março de 2014

Expressão vs. Comunicação

Xiii... tinha diferença é?

Hahaha... esse foi com certeza o sentimento predominante da aula de hoje. Acho que sempre usei as palavras como sinônimas. 

Mas a diferença é a seguinte:

Expressão é a manifestação de processos cognitivos, sem intencionalidade.

Comunicação é a transmissão de conteúdo cognitivo, com intencionalidade.

Portanto, tudo aquilo que você faz (supostamente) entre quatro paredes, ações involuntátias, movimentos ou falas espontâneos são formas de expressão. Fazendo conexão com a matéria de Sociologia da Arte, os artistas naïfs, se enquadram melhor em "expressão" do que comunicação. Comunicação já é um paço adiante, pois existe uma elaboração de uma ideia, de um pensamento ou sentimento, antes de "botá-lo para fora". 

Pra tirar teima, resolvi procurar a definição dessas palavras no Google também. :) De acordo co o Dicionário Informal...

ExpressãoManifestação de pensamentos ou sentimentos através de gestou ou palavras.
"A expressão que esboçou quando recebeu a notícia foi surpreendente!"
 ComunicaçãoÉ o processo que envolve a troca de inforamções, idéias ou mensagens.
"Só há comunicação se uma mensagem for passada e a mesma entendida pelo receptor."

19 de março de 2014

~Le Bal em ~Le Sala

A primeira cena do filme Le Bal, que temos que analisar para uma próxima aula. 


Acho que, como muitos outros da minha sala, fiquei muito impressionada com a movimentação dos atores no filme. Não havia nada no corpo dele que não fosse do personagem: isso é consciência corporal. Tudo que eles estavam dando em cena era 100% personagem e 0% ator. Isso podia se ver melhor com as trocas de cenas quando um ator interpretava mais do que um personagem. Só podia saber que o ator era o mesmo pela aparência, pois o corpo e a forma de se movimentar era completamente diferente. 

O fato das cenas não possuírem falas também aumenta a necessidade dos atores de ser expressivos corporalmente. Como eles não conseguem se comunicar verbalmente, o corpo tem que falar por eles! (#OCorpoFala) =)

Para o meu trabalho escrito, decidi focar o garçom, que está presente em todas as cenas como o mesmo personagem. É muito interessante de ver sua mudança com o desenrolar da narrativa. 

12 de março de 2014

Padrões Neurológicos Básicos (PNB)


(só que não)

Hoje tivemos uma aula que expunha os PNB. Quando estava lendo o conteúdo tive bastante dificuldade pra entender, mas com a aula de hoje ficou bem mais fácil pois fizemos pelo menos uma atividade para cada um dos padrões. Será bem mais fácil de lembrá-los também!

Aqui tentei fazer uma compilação dos PNB e seus símbolos. Como pode ver novamente, minhas habilidades com o "paint" não são das melhores.


A parte que eu mais achei interessante no texto, que não tive oportunidade de falar em sala é a seguinte, se referindo Contralateral: "Esse estágio desenvolve o cérebro frontal e a autoconsciência, promovendo o comprometimento na ação." (Fernandes, página 61) Esse trecho nos demonstra como podemos, mesmo tendo desenvolvido todos os movimentos e tipos de organização, nos encontrar "travados" para executar certo movimento. Assim que começamos a ter o movimento contralateral, começamos a ter autoconsciência e a nos restingir. 

É bom relembrar que muitas vezes foram fatores externos que nos levaram a ser incapazes de executar uma certo movimento (e.g. movimento cabeça-cauda em uma cultura extremamente conservadora), mas que todos nos temos a capacidade física de executar o movimento - na maior parte das vezes. Vai de nós encontrar a travinha que temos em nosso cérebro e desbloqueá-la. ;)

26 de fevereiro de 2014

Aulas de Linguagem Corporal para Cegos

Uma das descobertas mais marcantes que fiz até hoje no curso de Teatro na PUC, foi que minha personalidade é bem diferente quando não uso lentes corretivas.

Na aula de hoje, de Linguagem Corporal, tive que fazer um exercício sem óculos, a pedidos do professor. Por sorte, foi uma atividade curta e logo pude colocá-lo de volta, mas o pequeno período de tempo que fiquei sem ele percebi que ficava muito mais insegura.

O sentimento de andar pela sala sem conseguir distinguir o rosto das pessoas, ou até se elas estavam olhando pra mim ou não foi um pouco constrangedor. Percebi que não olhava no rosto de outros por medo de não saber se eles estavam retribuindo ou não o olhar.

Não consegui prestar tanta atenção ao meu corpo - como um todo - como era o objetivo da atividade, mas consegui prestar bastante atenção à minha reação a esta situação inusitada.

Queria compartilhar um pouco de minha experiencia com aqueles (sortudos) que não precisam de óculos.