1 de setembro de 2014

Forma Tridimensional

Acho a forma tridimensional muito interessante pos ela tem um potencial criativo muito grando. Adoro ver e descobrir novos meios de interação entre atores e espaço - atores e objetos - atores e outro atores. Eles se moldando para preencher um espaço e criar um sentimento na plateia.

Achei umas fotos na internet que me chamaram atenção:



18 de agosto de 2014

Sonho Interdisciplinar... mais ou menos

A noite passada sonhei que tivemos uma aula, parecida com a última de movimento, que estudamos a forma fluida e tivemos que fazer movimentos impulsionados pela respiração. No meu sonho, fizemos a mesma atividade, mas ao invés de ser impulsionado pela respiração (ou por um órgão, como estava escrito no texto que lemos pra aula), era impulsionado por um dos 7 chakras do hinduismo. =)

Digo que isto é interdisciplinar - mais ou menos - por que estávamos falando sobre espiritualidade, religião e institucionalização na aula de filosofia. O professor comentou sobre o Hinduismo e o sistema de Castas na cultura da sociedade indiana... e o meu cérebro fez a conexão da religião com a aula da Forma Fluida enquanto eu dormia. 

Acho que se estudássemos os 7 chakras, daria um exercício de corpo interessante: fazer movimentos e interagir um com o outro sendo impulsionado por cada um. 



11 de agosto de 2014

É Jane, é Jane, é Jane Valadão!

Caramba... a montagem que fizemos do Homem da Poltrona foi uma oportunidade de aprendizado imensa!

Como ainda não saiu o a gravação que a PUC fez da peça, assisti apenas às gravações que amigos fizeram no celular... mas fiquei muito contente com o resultado, especialmente da minha postura e dos meus movimentos. 

Quando tirei a foto pro cartaz do Grande Baguette (por que aqui era originalmente uma foto que pintei em um tecido). Tive várias oportunidades de ver e rever as poses que estava fazendo, dentro de personagem, para a tal propaganda. Estava fazendo algumas coisas que não gostava, na pose pra foto, que achava que seria interessante tirar do personagem. Por exemplo: estava fazendo uma jogada de um ombro pra frente - como uma rotação. Na minha cabeça ficaria legal, mas na foto parecia que estava me "fechando" para o observador... e não faz o menor sentido a minha personagem fazer isso. Portanto, dali pra frente, não fiz mais a tal jogada de ombro: nem nas fotos e nem nos ensaios. Infelizmente apaguei as fotos que não usei, mas dá pra perceber na foto ao lado que embora meu corpo e rosto estavam virados, tentei "abrir" a postura para o espectador com o braço esquerdo.

Na construção da Jane, procurei fazer movimentos leves - como já mencionei em outra postagem. Especialmente o deslizar e o flutuar. No entanto, em momentos de coreografia especialmente fiz uso de outras ações básicas, como o socar e o espanar


Tentei utilizar meus braços como recurso visual para ajudar nas ações de deslizar e flutuar, para deixar o movimento maior e mais claro. A criação desses movimentos surgiu a partir do processo de criamento que tivemos baseado em animais (cada um escolhia um animal que representava seu personagem e então a forma deste animal iria se adaptando à forma humana do personagem). No meu caso, escolhi um pavão (macho) e a forma dos meus braços abertos e tensionados, normalmente, eram o que sobraram da cauda do pássaro. =)

Abaixo coloquei várias fotos da peça. Em algumas é possível ver os meus braços estendidos, sendo pavão. 




















Uma parte da cena inicial da peça:=


4 de agosto de 2014

A Gota - em vida real

Decidi levar o exercício que fizemos em sala - de imaginar uma gota de óleo pela pele, pelos músculos e pelos ossos - um pouco além. Realmente fiz a atividade da gota de óleo com uma gota de óleo de semente de uva (originalmente para massagem, e não atividades de atores malucos). =)

Uma das primeiras limitações que encontrei foi a questão da roupa, pois em sala quando imaginei a atividade, relevei a roupa e fiz os movimentos como se a roupa não fosse um empecilho. 

Outra diferença entre o que tinha imaginado em sala e o acontecimento real é a velocidade do óleo. Na vida real, a gota viaja muito mais lentamente do que eu esperava e do que eu fiz em sala de aula. Tive mais dificuldade de sustentar os movimentos quando fiz com a gota verdadeira. (Haja força). 

A terceira questão que eu quis levantar foi a meleca que acaba acontecendo com o óleo. Assim como acontece em uma frigideira, quando o óleo percorre uma parte na nossa pele, fica um pequeno rastro... e à medida que você vai se movendo, você vai se untando ainda mais. =P Fica uma bagunça. 


Fiz um pequeno vídeo pra demonstrar 
como fica o rastro do óleo e a velocidade da gota.

28 de julho de 2014

Volta às Aulas - 2o Período

Voltamos das férias hoje e já não fui na primeira aula do 2o período devido à acolhida aos calouros. =) Ai ai ai...

Cheguei à primeira aula de Movimento para Cena I atrasada e a turma estava falando sobre peças e filmes que tinham visto durante as férias. Comentei que um dos filmes que ví para minha pesquisa de personagem do Homem da Poltrona, The Drowsy Chaperone, (que estreia dia 11 de agosto no TUCA) foi O Grande Gatsby. 

Primeiramente, decidi ver o filme pois sabia que a história também se baseava na alta sociedade americana da década de 20. Na verdade me impressionei com o quanto poderia me espelhar no filme para a peça que estamos montando, especialmente na criação de meu personagem, Jane Valadão. Embora o filme seja um drama e a peça, uma comédia-musical, foi possível identificar alguns padrões de movimento da Daisy Buchanan que seriam interessantes incluir na Jane.



Os movimentos dela podem ser characterizados pelas Ações Básicas de Laban de caráter leve: flutuar, deslizar, pontilhar e espanar. A maioria dos movimentos feitos com uma graciosidade impressionante. =)



Acho que este tipo de movimento do personagem reforça a análise literária que é comumente feita: a personagem apresenta uma fachada BRANCA (de inocência e pureza), no entanto, é AMARELA (corrupta) por dentro - como a margarida/daisy.



4 de junho de 2014

As Lavadeiras

No post de hoje queria compartilhar a minha reação à prova da segunda unidade do semestre. A proposta dada pelo professor era "criar e apresentar uma pequena composição de uma cena dramática com duração entre quatro (04) a seis (06) minutos. Essa composição deverá incluir obrigatoriamente a utilização dos princípios de Expressividade, tais como Fatores de Movimento e suas combinações (Estados, Impulsos, Ações Básicas)."  
Buscamos criar uma cena baseada nas oito ações básicas. O processo de criação iniciou por dividir as ações em duas seções: ações fortes e ações leves. Escolhemos o tema das lavadeiras que possibilitava a criação de uma cena com dois momentos: um com movimentos fortes e outro com leves. Portanto, o enredo ficou estabelecido como o seguinte: de manhã as lavadeiras acordam carregando fardos pesados até a área de lavagem, lavam as roupas, e no final do dia festejam.
O movimento de entrada das mulheres trabalha um Estado Expressivo pesado e desacelerado. Ao enfileirar para lavar roupa, cada mulher inicia uma sequência de ações básicas pesadas. A minha sequência é: socar (bater a roupa), empurrar (esfregar roupa contra tábua), torcer (torcer a roupa) e chicotear (sacudindo a roupa). Depois de fazer todos uma vez nos reunimos para celebrar com uma dança, também utilizando as ações básicas, mas leves. Desta vez fazemos em uníssono: pontuar (encostando as palmas das mãos), deslizar (movimento de girar em círculo), espanar (sacudindo a saia) e flutuar (saída de cena).
O que pude perceber ao criarmos os movimentos foi a diferença e a peculiaridade que cada uma trazia à ação. Como o ideal era que todas fizessem a mesma ação com o mesmo peso, espaço e tempo, não nos preocupamos muito com os trejeitos de cada um. Pois cada mulher – personagem – também tem seu modo de trabalhar e dançar.

Com esta cena buscamos trabalhar o contraste nas ações dos personagens durante o passar do dia, embora todas façam as mesmas movimentações – um tanto quanto monótonas depois de quatro repetições – elas ainda tem força física e moral para celebrar.

28 de maio de 2014

Ações Básicas

Para reter as informações da aula de hoje, e não dar um nó em minha cabeça. O diário de hoje vai ser em forma de vídeo-tabela. =) 

Clique na ação básica para ver um vídeo no youtube:


Ação Básica Peso Tempo Espaço
Socar
Thrust

Forte Acelerado Direto
Chicotear
Slash

Forte Acelerado Indireto
Empurrar 
Press

Forte Desacelerado Direto
Torcer
Wring

Forte Desacelerado Indireto
Pontuar
Dab

Leve Acelerado Direto
Espanar
Flick

Leve Acelerado Indireto
Deslizar
Glide

Leve Desacelerado Direto
Flutuar
Float
Leve Desacelerado Indireto


Estes são os símbolos para cada ação básica. A tradução deles está acima. =)