11 de agosto de 2015

Dança, dança, dança...

Senti que a nossa turma estava bem dividida quanto à matéria de dança: alguns estavam bem animados para fazer, enquanto outros estavam com bastante receio. Na verdade, acho que eu estava um pouco dividida também - por saber o quão bem o profe dança e tudo mais... mais resolvi encarar como uma oportunidade de crescimento (como devemos encarar tudo na vida, na verdade).

Achei interessante a leitura disponível no Eureka, que conta a história do ballet. Não fazia ideia de como era! Além de divertida, foi bastante esclarecedora. Acho interessante de ver que todos os elementos da dança estão inseridos no seu contexto histórico e surgiram como resposta à cultura da época. Por exemplo - os bailes da corte, o romantismo, a sapatilha de ponta, etc.

Uma cena que me lembrei enquanto estava lendo foi do filme Amadeus, em que ele decide incluir uma cena de ballet em sua ópera, mas que é proíbido pelo Rei. Acho interessante como o ballet é uma dança que depende da música, pois na cena eles tentam tirá-la, mas os movimentos dos dançarinos acaba parecendo "idiota". Abaixo a cena, com música, do filme:




4 de agosto de 2015

Férias - Theatre du Soliel

Essas últimas férias foram muito bem vindas. Não que eu não goste das aulas! Pelo contrário, gosto bastante de estudar, no entanto, semestre passado foi muito puxado para mim... Trabalhando, fazendo estágio e estudando... Confesso que não é facil. As férias foram um ótimo momento para desestressar e refletir sobre tudo que estava fazendo e tomar decisões: que portas quero deixar abertas? Vou ter que feixar quais?

Como gosto de fazer tudo BEM, cheguei a conclusão que estava fazendo demais, me desgastando, e não estava conseguindo dar a profundidade desejada a tudo que estava fazendo. Portanto escolhi dar menos aulas este semestre e continuar com as demais atividades. Como teremos menos horas/aula na universidade também, decidi que seria interessante retomar uma dança (podendo complementar as atividades feitas com o professor neste semestre que teremos Dança como matéria) e aprofundar mais em canto também (afinal, recebo bolsa pelo coral e quero continuar meus estudos na área para realmente merecê-la). No início de julho, fiz audição para um programa de teatro musical chamado Projeto Broadway, onde os participantes tem aulas de dança, canto, interpretação, teoria musical, entre outras matérias. Fiquei contente de ter sido aceita pois creio que será um ambiente estimulante para por em prática o que vejo na PUC. :)

Nestas férias também participei de uma oficina de Theatre du Soleil. Este workshop, que durou 3 dias, foi uma exploração da obra de Shakespeare "Noite de Reis". Depois de fazermos aquecimentos e jogos, exploramos diversas possibilidades de montagem de 3 cenas da peça. O processo desta exploração foi iluminador e extremamente diferente de qualquer outro processo de montagem do qual eu já participei. De acordo com a atriz oficineira, Dominique ... , antes de um ator DECORAR suas falas, é preciso que ele as DESCUBRA. Os atores participantes eram encorajados a subirem ao palco para interpretar um personagem com o texto na mão, ou com alguém que soprasse as falas. Então, o ator deveria "explorar o máximo suas possibilidades corporais" na cena, agindo e reagindo ao seu coléga, "brincar/jogar" traduzido do francês, antes de retomar o texto. 

Este método de trabalho permitia que os movimentos em cena se tornassem tão importantes quanto o texto em sí, embora este seja escrito por Shakespeare. Aqueles que conseguiam maior domínio sobre o método tornavam a cena mais leve e divertida - porém não exageradamente cômica, como vemos algumas montagens que prezam o riso da plateia acima da unidade artística da produção. 

Creio que ter assistido aos outros executando a cena, aprendi mais sobre as possibilidades de exploração corporais de um texto do que se eu tivesse estado no palco o tempo todo. Esta oportunidade de sentar e assistir, ativamente, foi muito proveitoso. Foi um momento em que pude comparar o meu desempenho com o de outros e enxergar alguns de meus pontos fracos.

Refletindo sobre a experiência, percebo que ainda não consigo estar à vontade o suficiente  para permitir-me brincar e estar realmente presente em cena se não estou certa das instuções do que tenho que fazer. Em outras palavras, não consigo estar presente no jogo se não estou segura de que entendo suas régras. 

Isso teve um grande impacto em mim, pois descobri que se não me sinto segura dentro do jogo, provavelmente não jogarei com todo meu foco e isso deve ser verdadeiro para meus alunos também. No primeiro dia de uma de nossas matérias em Londres, discutimos sobre SMART Goals, dar objetivos para os alunos que sejam "espertos" (a tradução das siglas seriam: específico; mensurável; ...). Não tinha feito a ligação daquela aula com sua importância no desempenho artístico do aluno. Se o estudante não tem certeza do que tem que fazer, ficará preocupado em descobrir se está fazendo "certo" ou "errado" ao invés de simplesmente se deixar levar pela situação em que está inserido em cena. ;)

10 de junho de 2015

How to find true love by the time you turn 18

Aaaah! Eu co-dirigi uma peça dos alunos do Colégio Internacional. Eles estreiaram seta e sábado desta semana e fiquei bem contente com o resultado. Vejo a importância do trabalho corporal do ator quando os vejo em cena.

As cenas mais divertidas e mais dinâmicas eram as que continham mais movimento corporal, coisas que fugiam do cotidiano ou do esperado. No entanto, os alunos tem uma dificuldade tremenda de se mexer, de se soltar e de relevar que estão fazendo movimentos ridículos ou feios para o dia-a-dia. Não sei se é cultural... se existe alguma forma de pressão dos colegas... enfim!

Queria compartilhar com o mundo as fotos da pecita! =D Link para album em preto e branco e album colorido.

Algumas das minhas favoritas abaixo:

  

  

  

  


3 de junho de 2015

Viewpoints, Julia. Julia, Viewpoints. Prazer!

Como eu falei em aula, os viewpoints finalmente fazem sentido pra mim. Trabalharam os viewpoints no estágio, mas nunca fez muito sentido pra mim: o que os alunos faziam eram andar em círculo - pulando quando um pulava, parando quando um parava e virando quando um virava. O movimento era obrigatório e tinha que ser repetido exatamente da mesma forma da qual o iniciador o fez. Parece que esta forma não permite uma criação livre, espontânea, mas gera apenas o desenvolvimento da atenção.

Quando fizemos em sala a atividade da lagoa ou os viewpoints em linha, adorei a liberdade que tinhamos de propor e responder ao colega - da forma com que queríamos. Vendo os demais grupos, vi muitas formas interessantes se formarem que tentaremos embutir em nosso trabalho do fim do semestre.

No início do semestre, para tentar me ambientar com a linguagem de Ann Bogart, que utilizavam, vi que ela tem muito em comum com Laban. Não sei se é uma dissidência de sua técnica, mas é algo que gostaria de saber e estudar um pouco mais. =D

Aqui um dos vídeos que achei no youtube quando estava pesquisando sobre o assunto:


27 de maio de 2015

AAAAH! DOENÇA!

Hoje estou doente. =( De cama... tive uma infeção na faringe e nas amídalas. Ontem, fui ao hospital pegar uma declaração, mas não vou comprar os remédios que ele receitou. Acho que gostaria de usar a postagem de hoje para falar sobre MTC, a Medicina Tradicional Chinesa. 

Sei que já falei um pouco sobre MTC em um dos meus trabalhos do ano passado, mas queria ficar um pouco mais de tempo falando sobre essa medicina e sua influência no corpo! O que eu acho fascinante é como eles acreditam que o corpo tem um poder de cura próprio e que as doenças são resultado de tensão - travando energia em alguma parte do corpo. O princípio da MTC é que se solta a tensão, por meio de massagem, acupuntura, moxabustão, entre outras técnicas, para a energia, ou Qi volte a fluir. 

Acredito que os exercícios que fazemos de aquecimento, assim como os exercícios de relaxamento de Stanislavski e exercícios como a gota também facilitem a "des-tensão" dos músculos para que possamos estar em melhor harmonia consigo mesmos. =D

Enfim... de forma simples e resumida tentei conectar algumas coisinhas que vimos e fazemos em aula com minha situação de cama. hehehe

20 de maio de 2015

3, 2, 1... Resistência!


Aaaah! Fico contente toda vez que fazemos os exercícios de resistência em sala durante o aquecimento. Fico feliz porque... eu consigo fazer! Hahaha. E não é um parto pra mim como parece ser para o resto da turma. 

Sinto que a ioga que estou fazendo realmente ajuda: tanto na questão de resistência, quanto em alongamento, e até postura! Acho que é uma boa forma de continuar a prática de sala de aula em algum outro lugar... como uma lição de casa! =)

3 yoga poses for the shoulders and chest.Coloquei aqui o link de algumas das routines que eu faço. Gosto de fazer essas que encontro na internet porque elas dão uma variada na salutação ao sol básica. ;)

Vou colocar também a imagem de uma das sequencias que eu faço para "expandir" meus ombros e abrí-los na horizontal. =D

13 de maio de 2015

Escrita Universal

Depois de pesquisar no google a "Escrita Universal" e não encontrar nada - minto, achei algumas coisas sobre religião - e pesquisar "Escrita Universal Movimento" apenas achar coisas sobre como anotar e registrar movimento, me sinto menos mal de achar que iamos realmente escrever algo em sala quando o professor anunciou que iríamos trabalhar com escrita universal. (ops)

Achei o conceito da escrita interesante e super simples: escrever uma letra com alguma parte do corpo em um dos 3 planos - porta, roda ou mesa. O que achei interessante é que os movimentos rapidos e pequenos com qualquer letra... me remetem ao hip-hop. Enquanto os maiores e mais lentos me remetem a danças mais calmas. =D