22 de setembro de 2014

A razão porque eu faltei no dia do feedback

No dia do feedback das nossas avaliações, tive que fazer segunda chamada de uma prova de Produção e Recepção de Texto, normalmente na sexta. Tive que fazer a prova na segunda, no horário da aula, porque na sexta estava trabalhando: sou professora de inglês no Centro Europeu. Duas vezes por semestre, dou as aulas de Sabor na Ponta da Língua (aulas de inglês na cozinha). 

Gostaria de aproveitar a deixa pra falar sobre os movimentos dentro da cozinha. Os movimentos na cozinha normalmente involvem apenas uma kinesfera pequena ou média. Exige-se muito da coordenação motora fina para cortar os insumos e montar os pratos. Assim como na dança, no esporte, ou na música, é necessário repetir e praticar os movimentos para atigir a precisão e a perfeição:




Também utiliza-se a kinesfera média em movimentos que exigem prática, como no saltear de alimentos:


15 de setembro de 2014

Prova - Formas de relacionamento corporal

Formas de relacionamento corporal

Atividade Proposta: Cada grupo deverá entregar, antes da sua apresentação prática, uma (01) cópia digitada e impressa do relatório do seu trabalho ao professor e aos demais grupos.
Esse relatório deverá apontar, de forma resumida, os aspectos relevantes do processo criativo como, por exemplo, a utilização dos conceitos e princípios específicos desse tópico contribuíram na elaboração e execução das ações corporais e o ganho que isso proporcionou em termos de melhora na expressão e na comunicação cênica.
Data de Entrega: 15 de setembro de 2014

Nossa apresentação surgiu da ideia de criar movimentos à partir da forma fluida, tendo como base os órgãos fígado, coração, estômago, pulmão e rins para cada uma das cenas. Cada um desses órgãos fazem parte da teoria Zang-Fu, da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), em que cada órgão é relacionado com um elemento e com uma emoção.

Zang-Fu.png

Pela lei de geração da MTC, um elemento pode gerar o outro, como indicado pelas flechas na imagem acima. Decidimos criar uma apresentação que seguisse este cíclo. Cada cena teria então teria um órgão e uma emoção regentes, que guiariam o resto dos movimentos começando pela forma fluida, seguindo para linear e por fim para o tridimencional.

A história que criamos a partir deste cíclo foi, com referências a cada estágio: Um homem entra em uma briga com a esposa (fígado) e sai para uma balada (coração). Ele começa a ficar preocupado (estômago), triste (pulmão) e com medo (rins). Por fim ele chega em casa e decide se purificar tomando um banho (fígado novamente).

Nosso roteiro é o seguinte:

CENA 1: Movimentos à partir do Fígado gerando Raiva (Matheus) 45'
Forma Fluida: Tremedeira
Forma Linear/Arcada: Derrubar objeto
Forma Tridimencional: Recolher objeto

CENA 2: Movimentos à partir do Coração gerando Euforia (Julia) 45'
Forma Fluida: Pulsar com música
Forma Linear/Arcada: Dançar com movimentos lineares dos braços
Forma Tridimencional: Dança com outro

CENA 3: Movimentos à partir do Estômago gerando Preocupação (Julio) 45'
Forma Fluida: Cabeça-cauda (dor de barriga)
Forma Linear/Arcada: Roer unha
Forma Tridimencional: Sentar envolvendo cadeira

CENA 4: Movimentos à partir do Pulmão gerando Tristeza (Matheus) 45'
Forma Fluida: Suspirando na cadeira
Forma Linear/Arcada: Levantar da cadeira e cair
Forma Tridimencional: Abraçar a bacia

CENA 5: Movimentos à partir do Rim gerando Medo (Julia) 45'
Forma Fluida: Inflar e desinflar os rins (movimento de barquinho)
Forma Linear/Arcada: Levantar e andar (caminhar de bêbado)
Forma Tridimencional: Contato improvisação

CENA 6: Movimentos à partir do Fígado gerando Raiva (Julio) 45'
Forma Fluida: Tremedeira
Forma Linear/Arcada: Despejar água
Forma Tridimencional: Recolher-se na bacia

8 de setembro de 2014

Casa da Videira - Feriado

Nesse feriado que tivemos, fui para Palmeira, para uma chácara de uns amigos que conheci aqui em Curitiba. Eles trabalhavam aqui na cidade com remanejamento de lixo orgânico. No entanto, se mudaram para o meio rural no começo do ano. Vamos para lá trabalhar de voluntários sempre que temos a oportunidade. 

Quando vamos pra lá, fazemos muitos trabalhos que não estamos acostumados a fazer no cotidiano: colher capim pras cabras, carregar sementes pra cima e pra baixo, revolver a terra. E acabamos usando partes do nosso corpo que não estão preparadas pra isso. Sempre tenho uma conversa com o Ricardo bem interessante sobre a musculatura do nosso corpo e nossos esforços físicos quando saímos de lá.

A alimentação dos moradores da estação experimental também é muito diferente da nossa na cidade. Eles consomem muito mais alimentos naturais, que eles mesmos plantam. Enquanto nós nos entupimos de lanchinhos bobos aqui e alí. Como nós somos o que comemos, com certeza o corpo deles acaba sendo diferente do nosso.

O Ricardo, sempre que vai lá, faz um trabalho com os moradores - ele é massoterapeuta. Ele relata que os padrões de desequilíbrio deles é muito diferente das pessoas que moram no meio urbano. 

Talvez seria interessante fazer um estudo de como todas essas diferenças impactam o movemento e a postura deles. 



1 de setembro de 2014

Forma Tridimensional

Acho a forma tridimensional muito interessante pos ela tem um potencial criativo muito grando. Adoro ver e descobrir novos meios de interação entre atores e espaço - atores e objetos - atores e outro atores. Eles se moldando para preencher um espaço e criar um sentimento na plateia.

Achei umas fotos na internet que me chamaram atenção:



18 de agosto de 2014

Sonho Interdisciplinar... mais ou menos

A noite passada sonhei que tivemos uma aula, parecida com a última de movimento, que estudamos a forma fluida e tivemos que fazer movimentos impulsionados pela respiração. No meu sonho, fizemos a mesma atividade, mas ao invés de ser impulsionado pela respiração (ou por um órgão, como estava escrito no texto que lemos pra aula), era impulsionado por um dos 7 chakras do hinduismo. =)

Digo que isto é interdisciplinar - mais ou menos - por que estávamos falando sobre espiritualidade, religião e institucionalização na aula de filosofia. O professor comentou sobre o Hinduismo e o sistema de Castas na cultura da sociedade indiana... e o meu cérebro fez a conexão da religião com a aula da Forma Fluida enquanto eu dormia. 

Acho que se estudássemos os 7 chakras, daria um exercício de corpo interessante: fazer movimentos e interagir um com o outro sendo impulsionado por cada um. 



11 de agosto de 2014

É Jane, é Jane, é Jane Valadão!

Caramba... a montagem que fizemos do Homem da Poltrona foi uma oportunidade de aprendizado imensa!

Como ainda não saiu o a gravação que a PUC fez da peça, assisti apenas às gravações que amigos fizeram no celular... mas fiquei muito contente com o resultado, especialmente da minha postura e dos meus movimentos. 

Quando tirei a foto pro cartaz do Grande Baguette (por que aqui era originalmente uma foto que pintei em um tecido). Tive várias oportunidades de ver e rever as poses que estava fazendo, dentro de personagem, para a tal propaganda. Estava fazendo algumas coisas que não gostava, na pose pra foto, que achava que seria interessante tirar do personagem. Por exemplo: estava fazendo uma jogada de um ombro pra frente - como uma rotação. Na minha cabeça ficaria legal, mas na foto parecia que estava me "fechando" para o observador... e não faz o menor sentido a minha personagem fazer isso. Portanto, dali pra frente, não fiz mais a tal jogada de ombro: nem nas fotos e nem nos ensaios. Infelizmente apaguei as fotos que não usei, mas dá pra perceber na foto ao lado que embora meu corpo e rosto estavam virados, tentei "abrir" a postura para o espectador com o braço esquerdo.

Na construção da Jane, procurei fazer movimentos leves - como já mencionei em outra postagem. Especialmente o deslizar e o flutuar. No entanto, em momentos de coreografia especialmente fiz uso de outras ações básicas, como o socar e o espanar


Tentei utilizar meus braços como recurso visual para ajudar nas ações de deslizar e flutuar, para deixar o movimento maior e mais claro. A criação desses movimentos surgiu a partir do processo de criamento que tivemos baseado em animais (cada um escolhia um animal que representava seu personagem e então a forma deste animal iria se adaptando à forma humana do personagem). No meu caso, escolhi um pavão (macho) e a forma dos meus braços abertos e tensionados, normalmente, eram o que sobraram da cauda do pássaro. =)

Abaixo coloquei várias fotos da peça. Em algumas é possível ver os meus braços estendidos, sendo pavão. 




















Uma parte da cena inicial da peça:=


4 de agosto de 2014

A Gota - em vida real

Decidi levar o exercício que fizemos em sala - de imaginar uma gota de óleo pela pele, pelos músculos e pelos ossos - um pouco além. Realmente fiz a atividade da gota de óleo com uma gota de óleo de semente de uva (originalmente para massagem, e não atividades de atores malucos). =)

Uma das primeiras limitações que encontrei foi a questão da roupa, pois em sala quando imaginei a atividade, relevei a roupa e fiz os movimentos como se a roupa não fosse um empecilho. 

Outra diferença entre o que tinha imaginado em sala e o acontecimento real é a velocidade do óleo. Na vida real, a gota viaja muito mais lentamente do que eu esperava e do que eu fiz em sala de aula. Tive mais dificuldade de sustentar os movimentos quando fiz com a gota verdadeira. (Haja força). 

A terceira questão que eu quis levantar foi a meleca que acaba acontecendo com o óleo. Assim como acontece em uma frigideira, quando o óleo percorre uma parte na nossa pele, fica um pequeno rastro... e à medida que você vai se movendo, você vai se untando ainda mais. =P Fica uma bagunça. 


Fiz um pequeno vídeo pra demonstrar 
como fica o rastro do óleo e a velocidade da gota.