20 de maio de 2015

3, 2, 1... Resistência!


Aaaah! Fico contente toda vez que fazemos os exercícios de resistência em sala durante o aquecimento. Fico feliz porque... eu consigo fazer! Hahaha. E não é um parto pra mim como parece ser para o resto da turma. 

Sinto que a ioga que estou fazendo realmente ajuda: tanto na questão de resistência, quanto em alongamento, e até postura! Acho que é uma boa forma de continuar a prática de sala de aula em algum outro lugar... como uma lição de casa! =)

3 yoga poses for the shoulders and chest.Coloquei aqui o link de algumas das routines que eu faço. Gosto de fazer essas que encontro na internet porque elas dão uma variada na salutação ao sol básica. ;)

Vou colocar também a imagem de uma das sequencias que eu faço para "expandir" meus ombros e abrí-los na horizontal. =D

13 de maio de 2015

Escrita Universal

Depois de pesquisar no google a "Escrita Universal" e não encontrar nada - minto, achei algumas coisas sobre religião - e pesquisar "Escrita Universal Movimento" apenas achar coisas sobre como anotar e registrar movimento, me sinto menos mal de achar que iamos realmente escrever algo em sala quando o professor anunciou que iríamos trabalhar com escrita universal. (ops)

Achei o conceito da escrita interesante e super simples: escrever uma letra com alguma parte do corpo em um dos 3 planos - porta, roda ou mesa. O que achei interessante é que os movimentos rapidos e pequenos com qualquer letra... me remetem ao hip-hop. Enquanto os maiores e mais lentos me remetem a danças mais calmas. =D 

6 de maio de 2015

Solos de Stuttgart

Adoro os solos. Fiquei felicíssima em ter a oportunidade de assistir aos solos este ano novamente. Espero que possamos ir de novo ano que vem e o próximo. =) Sempre aprendo muito com a experiência:

- Gosto de ver o quão tênue é a linha que separa a dança do teatro. Todas as coreografias que assistimos podem ser analisadas sob os mesmos parâmetros que utilizamos em sala para descrever movimento do ator. E não só isso! Podemos ver até a utilização da voz, como na apresentação da Hemabharathy Palani da Índia. =)

- Percebi também o que o professor diz com: o texto, a fala ou qualquer outro adereço não pode "tirar" do movimento, mas tem que se agregar a ele. Creio que o uso da voz, em Trikonanga faz exatamente isso.

- O solo da indiana, com certeza entre meus favoritos, me marcou pois pegou um conceito clássico indiano e o transformou - incorporando-o com a dança conteporânea e o ballet. Achei que o resultado final foi surpreendente e comovente. Creio que a intérprete conseguiu empregar os três dispositivos da Navarasa com êxito: expressão física, expressão oral e expressão oral interior. 

- Como tudo volta a Meyerhold (hehehe) achei o paradoxo entre os movimentos iniciais da dançarina - leves, sustentados e suas poses poderosas - extremamente contraditórios com os finais - quando ela se lavava com a água que cuspia. Isso me marcou muito.

- Acho que a outra que eu mais gostei foi "Inside out" da Anna Réti. No programa, é dito que "Existe alguma humanidade dolorosa nele". Achei muito bem posicionada esta opinião. Os movimentos dela são vigorosos e frenéticos, que eu associei ao estado em que encontramos nosso mundo hoje: estressado, louco e confuso por causa do rítimo acelerado e implácavel no qual vivemos.

- Os movimentos iniciais e repetitivos de Anna foram um dos meus momentos preferidos. Eles me levaram a pensar (com o auxílio da sonoplastia) em um ratinho de rua ou nos trilhos de um trêm. Mais precisamente de um vídeo que vi há alguns anos... não consequi achar ele na internet mais... =(

- Outra coisa que percebi era o número de vezes que ela caía no chão. É preciso muuuuita técnica e treino para conseguir fazer isso e não se machucar. Eu - doida - fui tentar fazer algo parecido na aula de voz e acabei machucando meu punho - obviously... Mas já está melhor e eu já aprendi minha lição. =)



29 de abril de 2015

Feedback da Avaliação

Sempre me dá um friozinho na barriga antes do feedback da avaliação: meu grupo sempre é um dos últimos a se apresentar e sempre tenho que ficar esperando por um tempo... neste meio tempo me passa tudo pela cabeça (isso é uma ideia para uma cena): se fui bem, se fui mal, se foi curto demais, se foi muito comprido, se utilizamos princípios suficientes, se foi teórico demais... enfim... as mil possibilidades (por mais improváveis que sejam) passam pela minha cabeça. =/

Mas quando chega nossa vez, nunca é o bicho que sete cabeças que eu imagino. 

Momento sonoplastia:


O que achei muito legal da análise do professor sobre meu desempenho nesta avaliação, foi que houve um pequeno salto: como se eu tivesse em um linha crescente e tive uma pequena mudança. O que ele falou é que normalmente sou levada pelo lado teórico, compreendendo tudo lógicamente antes de partir para o sensível ou cinestético. Neste trabalho, disse que foi possível ver uma mudança em que fui guiada um pouco mais pelo "Dionísio" que o "Apolo" - me utilizando do Nascimento da Tragédia de Nietzsche. 

Desde que me deparei com estes conceitos, percebi que eu era quase 100% Apolo e que meu lado Dionisíaco precisava de mais liberdade para se desenvolver. Fico contente que o professor tenha percebido isso na apresentação. Espero que consiga continuar a desenvolvê-lo. =D

22 de abril de 2015

Avaliação - A da briga dos pais

Como de costume, vou colocar abaixo o roteiro da nossa prova. Começamos com um breve resumo do processo de elaboração da cena e então descrevemos nossas ações. Espero que ele seja auto-explicativo:

Baseados em exercícios de Contato Improvisação que executamos em sala de aula, críamos uma composição dramática sobre relações familiares conturbadas. O Contato Improvisação é uma exploração de movimento realizado por atores ou dançarinos que desenvolvem movimentos corporais a partir de um ponto de contato - com o chão, um objeto, ou outro ator - e com o compartilhamento de peso. O CI nos deu inspiração tanto para a criação de um enredo quanto para a criação de movimento de cena.
Stanislaviski nos diz que temos que ter disciplina, concentração, e estes itens são necessários para o bom desenvolvimento do planejamento das ações de um papel. Depois representá-lo com veracidade, sem usar a atuação mecânica que leva à falta de emoções. Para ele, o essencial é o realismo da ação e o naturalismo, partindo do emocional do ator (a primeiro momento). No entanto, nós percorremos um caminho diferente no processo criativo, mais parecido com aquele que Meyerhold propõe. De acordo com sua teoria da biomecânica, deve haver uma transformação do corpo do ator em ferramenta, como uma marionete a serviço da mente; um pensamento gera movimento, que por sua vez gera emoção e por último a palavra. No nosso caso, partimos de um pensamento/intenção inicial que era explorar o CI, então improvisamos em cima de diversos movimentos que geraram várias sensações e emoções, que então se unificaram e formaram um enredo - embora não fosse a palavra verbalizada. Meyerhold também teoriza a importância do nosso corpo, do desenho do movimento: “os gestos, as atitudes, os olhares, os silêncios estabelecem a verdade das relações humanas; as palavras não dizem tudo. Torna-se necessário, portanto, um desenho de movimentos para situar o espectador na posição de observador perspicaz.” (BONFITTO, 2013, p.41). O grupo, portanto, não se limitou a um texto verbalizado pelo ator, mas focamos em movimentos para melhor transmitissem o enredo elaborado à plateia.
Desenvolvemos a estória de uma familia conturbada, um casal e sua filha, relações conflituosas e extremas. O futebol do marido, a novela da mulher explode em uma discursão: o casal troca tapas, empurrões, e agressões, que contém movimentos de forma direcional - tanto arcados e lineares - e de forma tridimensional. Baseado nas origens do Contato Improvisação, o Aikido, o casal se golpeia, envolvendo e sendo envolvido, desenhando no espaço trajetórias e formas. Como espectadora da situação, a filha do casal tenta primeiro ignorar os acontecimentos e depois decide tomar algum tipo de ação. No entanto, ela é sugada para dentro da briga, para o contato improvisação, e os pais a mandam para o quarto. Em seu cômodo, os problemas emocionais da filha são demonstrado pela composição paradoxal que fizemos pela inversão do fator peso de Laban: nas ações físicas normalmente feitas com leveza, foi utilizado peso; e em outras que são comumente feitas com certa força, foram trabalhadas de forma leve. Depois do suicídio da filha, os pais do desespero da descoberta, usam os movimentos possíveis do CI: deslizar, rolar, empurrar e pivotear. Por fim, eles se apaziguam, encontrando no corpo morto da filha uma oportunidade de se unirem. O seguinte é um roteiro mais detalhado das ações:

FILHA:

Lendo revista <ponto de contato: mão no chão, rolar e deslizar>
Fechar revista  <ponto de contato: mão e cabeça no chão, rolar, deslizar e empurrar>
Entrar no contato improvisação <a partir do pé, movimento distal/sequencial, movimento da coluna>
Andar até parede <movimentos: socar>
Improvisar na parede movimentos de raiva <ponto de contato: mão/cabeça/costas na parede, rolar, pivot, empurar e deslizar>
Entrar no quarto, tirar bota e casaco <composição paradoxal: respiração ofegante mas movimentos leves>
Improvisar com o fouet <composição paradoxal movimentos sombrios com um objeto cotidiano>
Se matar <movimento socar + vocalização>
Improvisar no chão movimentos de dor/angústia <ponto de contato: mão e pé no chão, rolar, pivot, puxar e deslizar>
Morrer e oferecer resistência para os demais.

PAI:
Chega em casa e deixa pasta na entrada< ponto de contato: pés no chão, pivotear>
Encara a esposa <inflar e desinflar, esquerda direita>
Passa a mão na tv < deslizar>
Desliga a tv < pivotear no botão da tv>
Discussão e agressão fisica com a mãe < improvisão de contato >
Filha entra na briga < continuação contato improvisação >
Manda filha para o quarto < forma direcional linear >
Pai e mãe vão atrás da filha e batem na porta <contato de improvisação, pivotear, deslizar, puxar e empúrrar >

MÃE:
Assistindo tv, deitada no sofá < ponto de contato: deslizando os pés no chão>
Levanta < ponto de contato:empurra o marido da frente da tv.>
Agressões  físicas com o marido<forma direcional arcada> contato improvisação>
Movimentos tridimensionais.

Referências Bibliográficas

BONFITTO, Matteo. “O Ator-Compositor.” 3. ed. São Paulo: Perspectiva, 2013.

15 de abril de 2015

Apoio e Transferência de Peso

Pra falar bem, bem a verdade... não tinha entendido o conceito do apoio de peso, da resistência, da transferência, enfim... todas essas ideias que são chaves para o contato improvisação. Igual o nosso professor tinha falado, ainda não "caiu a ficha": todas as vezes que fazemos parece que fica "forçado", não natural. Acho que parte disso se dá pelo fato de que não termos força física suficiente, mas também pelo fato de que ainda não internalizamos o conteúdo 100%. 

O feedback do professor, quando primeiro apresentamos o trabalho foi: mais transferência e apoio de peso durante o C.I. e utilizar partes do corpo "menos óbvias"para fazer uma ação. Por exemplo, ao invés de socar uma parede com a mão, utilizar o joelho ou calcanhar ou ombro... 

Achei um vídeo na internet que me levou a pensar nestes pesos e contrapesos, e que - por fim - me levou também a perceber que ainda não desenvolvemos nem 20% do que podemos fazer! Quando penso nisso, a primeiro momento, fico um pouco chocada que não sei utilizar meu corpo... mas depois, fico contente; acho que isso é motivador e inspirador, por que embora estudamos já a vários mêses, não chegamos perto do "fim": sempre temos pra onde melhorar! =D

Sem mais tardar, eis o vídeo:


8 de abril de 2015

Sobre os seminários

Sei que os seminários foram semana passada, mas como não tive espaço na postagem anterior para refletir sobre eles, empurrei para esta semana! =) Achei que os seminários foram uma ótima forma de explorar conteúdo. Creio que seria bacana se pudéssemos ter no segundo período também, na matéria de Movimento para Cena I.

O que achei muito bom, foi que eu li todos os capítulos do livro "O Ator Compositor", de Matteo Bonfitto, que estavam sendo apresentados nos seminários de antemão. Então, o seminário serviu como meio de fixar o conhecimento, vendo-o de outra forma e explicado de outro jeito. E também para tirar dúvidas que eu tinha! =D (Recomendo o livro pra quem não leu - professores e estudantes de teatro em geral).

Acho que - desde o ano passado, não fiz nenhum desenho à mão no blog. Então, deixo vocês com uma representação visual das quatro figuras dos seminários.