11 de março de 2015

Movimento - Emoção


Creio que explorar movimentos (empurrar, pivô, rotação...) eu certa parte do corpo foi uma das atividades que mais gostei de fazer até agora. Uma das sensações que tive é a dificuldade de desassociar movimentos com emoções - especialmente com relação à mão. Não sei se é porque utilizamos as mãos tanto ao falar e ao nos comunicar que somos acostumas a usá-las como fonte para tirar conclusões. 

Quando estava fazendo a atividade, senti que os movimentos que focam o "arrastar" e que tem uma qualidade mais forte/pesada me passam agonía... algo que alguem com algum distúrbio psicológico faria. Já os movimentos do pé, especialmente quando trabalhamos o equilíbrio (ou o desquilíbrio) com a "rotação" por diferentes partes do pé, me remeter a imagem de um bêbado. 

Comentei sobre uma imagem em sala de aula de um personagem de uma peça. Não sei qual que era, mas esbarrei com ela na internet porque estava fazendo uma pesquisa de imagens para uma apresentação para os alunos com quem trabalho sobre teatro físico. Embora, no meu próprio corpo, tivesse sentido mais emoção pelos movimentos da mão, o que me chamou atenção no ator foi o pé dele.

Acho interessante as direfentes maneiras e métodos que existem de constuir um corpo para um personagem. Creio que iremos abordar isso nos TDEs... mas gostaria de comentar brevemente.

Em Interpretação I trabalhamos apenas com Stanislavski e tenho dificuldade em apenas encorporar o psicológico e "deixar que os movimentos venhas e o corpo tome forma". Tenho mais facilidade e gosto mais de manipular o corpo ativamente para causar uma efeito na platéia. Estou curiosa pra ver a abordagem que o prof. terá nas aulas. ;)


4 de março de 2015

Sobre cíclos de aprendizagem e acquisição de conhecimento




Estive pensando bastante nas últimas semanas como todo o conteúdo que aprendi, descuti, criei no primeiro ano na PUC - não só nas aulas corporais, mas em todas as matérias. Acho que uma coisa que está sendo muito benéfica pro meu crescimento como aluna-atriz-pessoa é a experiencia em sala de aula. O ensino exige uma habilidade de síntese e uma capacidade de escolher o que é "relevante" ou mais importante para saber o que focar com os alunos, o que cobrar deles.

Essa habilidade de sintetizar não vem de mão beijada, pois é preciso ter um entendimento mais aprofundado do conteúdo. Embora eu seja uma aluna satisfatória (não tenho notas abaixo da média e tudo isso...), tenho dificuldade em lembrar os termos e a sequência de coisas que fizemos. O meu diário e caderno do dia-a-dia tem sido preciosíssimos para mim nas últimas semanas. Mas creio que isso seja normal. =) Que eu não sou um alienígena com amnésia. 

Minha sensação é que toda vez que revisitamos um conteúdo ou conhecimento, temos outras referências: um olhar mais íntimo ou mais amplo que diretamente afeta nossa capacidade de análise e síntese. Então, ao invés de um modelo de aquisição de conhecimento linear ou até mesmo circular, gostei muito da imagem que achei na internet que representa o caminho ao conhecimento com uma espiral tridimensional.

Creio que não foi mera coincidência o professor revisitar na aula passada o conteúdo que cobrimos na ano anterior (mas o sentimento de "Caramba! Era exatamente isso que eu precisava." não deixou de ser uma boa surpresa). Foi ótimo ter repassado a ordem que cobrimos em toda a aula, mas agora com um olhar mais aprofundado - considerando o "porque" de cada item.

Vou tentar relembrar os itens do aquecimento aqui - provavelmente irei errar algum termo ou outro, mas não tive tempo de copiar em sala de aula. Mas quarta que vem eu verifico com algum colega e corrijo. 

- Centramento
- Respiração?
- Expansão axial - Postura
- Trabalho articulatório
- Aumento do rítmo cardíaco
- ...

Aaaah! Eu esqueci! Não vale. Pode deixar que na próxima porstagem eu volto a colocar a lista. Viu? Mais uma oportunidade de um cíclo na espiral. =) 

17 de novembro de 2014

Prova: O Espaço (de trabalho)

A nossa cena foi baseada na ideia da repetitividade do cotidiano no trabalho. Buscamos trabalhar com movimentos controlados durante a parte em que estavamos todos trabalhando. Nesta parte, fazemos todos os mesmos movimentos:

- Andamos utilizando um movimento contalateral, alternando braços e pernas nas posições "frente-baixa" e "trás-baixa".
- Paramos em posição neutra. E então movemos o braço direito, utilizando a ação básica "empurrar". Paramos com o braço para a direita, direita-frente, frente, frente-alta (como na saudação nazista). Então esquemos o braço esquerdo na mesma posição e dobramos e esticamos os joelhos. Estes movimentos são arcados.
- Voltamos à posição neutra. Então juntamos as mãos na frente do tórax e mantemos os cotovelos voltados para fora. Alternamos crescer e diminuir na vertical.
- Retornamos ã posição neutra e "bate o sinal".

Nesta hora, os trabalhadores param os movimentos mecânicos e começam a se mexer de forma mais flúida, orgânica. Eles se interagem, como se estivessem no intervalo do "cafézinho" e começam a se comportar como animais, simbolizando o lado selvagem que temos. Cada um expressa seu "bicho" de uma forma:


Julia:
MOVIMENTO HOMÓLOGO:
CINESFERA PEQUENA na parte superior
CINESFERA GRANDE na parte inferior
        DIREÇÃO das pernas: esquerda-baixo e direita-baixo
NÍVEL: ALTO-MÉDIO


Então retornamos ao primeiro padrão, repetindo os movimentos mecânicos, de trabalho. As ações terminam mais uma vez em um sinal, quando os trabalhadores se despedem, de forma fluida e orgânica e voltam para casa.


10 de novembro de 2014

As direções e linguagem de semáfora

Uma coisa a qual me remeteu a aula de hoje, a utilização das diferentes direções, é a linguagem de semáfora. 


"A semáfora é um sistema óptico de sinalização baseado nas diversas posições que duas bandeirolas coloridas podem assumir quando empunhadas pelo transmissor. Na terminologia semafórica, cada caractere (que pode ser uma letra, um numeral ou um sinal de serviço) é representado por uma posição diferente das bandeirolas, formando, assim, um alfabeto próprio." Fonte: http://acampamento.wikidot.com/semafora

Aprendi a usar a semáfora quando estava no escoteiro. E os movimentos que estávamos explorando em sala de aula me lembraram isso imediatamente. A letra A, por exemplo, se faz com o braço direito para a direita-baixa e o esquerdo para baixo. A letra B se faz com o braço direito para a direita e o esquerdo para baixo.

Uma coisa interessante da semáfora é que se vê o oposto do que está sendo feito. Tem que se saber ler de frente, mas tem que se pensar o contrario para fazer corretamente, como ler e escrever braile. =)

3 de novembro de 2014

Teatro no Ensino Médio

No dia 03/11 tive que faltar a aula, pois precisava terminar os preparos para o meu projeto de pesquisa, que foi realizado no dia seguinte em um colégio público no centro. 

Dei uma aula de história usando elementos teatrais. Achava que os alunos seriam mais desenvoltos do que foram. Precebe-se o quão importante é todo o processo que temos com o corpo - nas aulas de movimento, de linguagem corporal, e improviso - para o desenvolvimento e criação de novos padrões de movimento. Senão, mesmo que dado a oportunidade de inovar ou de sair do cotidiano, sempre faremos os mesmos movimentos, as mesmas ações. =(

27 de outubro de 2014

Passando entre dois colegas (2a edição)

 Faz muito tempo que não fazemos esta atividade. E - é verdade - enferrujamos muito desde então. Não me lembro quantas vezes fizemos a atividade no primeiro semestre, mas lembro que eramos ao menos decentes. Agora, depois de alguns meses, retornamos a fazer a atividade e tombamos um com o outro, perdemos agilidade, enfim... Foi uma nhaca.

Queria saber quanto tempo demoraria pra voltarmos para o rítimo anterior. Será que seria mais rápido do que levou no semestre passado? Será que levaria o mesmo tanto? Não sei que tipo de memória acessamos pra armazenar este tipo de habilidade. É coordenação motora? Noção espacial? Interacção interpessoal?

Clique na imagem abaixo para ver uma postagem que achei em outro blog que oferece 3 dicas de melhorar a memória motora (infelizmente, ele é em inglês, mas pra isso existe google tradutor): 



20 de outubro de 2014

Santa Gota

Com toda a sinceridade do mundo: estou cansada da gota. Eu entendo que é importante fazermos o exercício para estimular o nosso corpo e retomar a forma fluida antes de interagir com o espaço a nossa volta e com os outros.

É dificil fazer os exercícios todos os dias da aula e levá-los a sério de vez em quando. Parece que o meu cérebro desliga um pouco as vezes, quando estou fazendo.

Acho que a pressão de final de ano está me deixando impaciente... espero que semestre que vem consiga voltar as aulas mais recuperada e paciente. ='(