10 de junho de 2015

How to find true love by the time you turn 18

Aaaah! Eu co-dirigi uma peça dos alunos do Colégio Internacional. Eles estreiaram seta e sábado desta semana e fiquei bem contente com o resultado. Vejo a importância do trabalho corporal do ator quando os vejo em cena.

As cenas mais divertidas e mais dinâmicas eram as que continham mais movimento corporal, coisas que fugiam do cotidiano ou do esperado. No entanto, os alunos tem uma dificuldade tremenda de se mexer, de se soltar e de relevar que estão fazendo movimentos ridículos ou feios para o dia-a-dia. Não sei se é cultural... se existe alguma forma de pressão dos colegas... enfim!

Queria compartilhar com o mundo as fotos da pecita! =D Link para album em preto e branco e album colorido.

Algumas das minhas favoritas abaixo:

  

  

  

  


3 de junho de 2015

Viewpoints, Julia. Julia, Viewpoints. Prazer!

Como eu falei em aula, os viewpoints finalmente fazem sentido pra mim. Trabalharam os viewpoints no estágio, mas nunca fez muito sentido pra mim: o que os alunos faziam eram andar em círculo - pulando quando um pulava, parando quando um parava e virando quando um virava. O movimento era obrigatório e tinha que ser repetido exatamente da mesma forma da qual o iniciador o fez. Parece que esta forma não permite uma criação livre, espontânea, mas gera apenas o desenvolvimento da atenção.

Quando fizemos em sala a atividade da lagoa ou os viewpoints em linha, adorei a liberdade que tinhamos de propor e responder ao colega - da forma com que queríamos. Vendo os demais grupos, vi muitas formas interessantes se formarem que tentaremos embutir em nosso trabalho do fim do semestre.

No início do semestre, para tentar me ambientar com a linguagem de Ann Bogart, que utilizavam, vi que ela tem muito em comum com Laban. Não sei se é uma dissidência de sua técnica, mas é algo que gostaria de saber e estudar um pouco mais. =D

Aqui um dos vídeos que achei no youtube quando estava pesquisando sobre o assunto:


27 de maio de 2015

AAAAH! DOENÇA!

Hoje estou doente. =( De cama... tive uma infeção na faringe e nas amídalas. Ontem, fui ao hospital pegar uma declaração, mas não vou comprar os remédios que ele receitou. Acho que gostaria de usar a postagem de hoje para falar sobre MTC, a Medicina Tradicional Chinesa. 

Sei que já falei um pouco sobre MTC em um dos meus trabalhos do ano passado, mas queria ficar um pouco mais de tempo falando sobre essa medicina e sua influência no corpo! O que eu acho fascinante é como eles acreditam que o corpo tem um poder de cura próprio e que as doenças são resultado de tensão - travando energia em alguma parte do corpo. O princípio da MTC é que se solta a tensão, por meio de massagem, acupuntura, moxabustão, entre outras técnicas, para a energia, ou Qi volte a fluir. 

Acredito que os exercícios que fazemos de aquecimento, assim como os exercícios de relaxamento de Stanislavski e exercícios como a gota também facilitem a "des-tensão" dos músculos para que possamos estar em melhor harmonia consigo mesmos. =D

Enfim... de forma simples e resumida tentei conectar algumas coisinhas que vimos e fazemos em aula com minha situação de cama. hehehe

20 de maio de 2015

3, 2, 1... Resistência!


Aaaah! Fico contente toda vez que fazemos os exercícios de resistência em sala durante o aquecimento. Fico feliz porque... eu consigo fazer! Hahaha. E não é um parto pra mim como parece ser para o resto da turma. 

Sinto que a ioga que estou fazendo realmente ajuda: tanto na questão de resistência, quanto em alongamento, e até postura! Acho que é uma boa forma de continuar a prática de sala de aula em algum outro lugar... como uma lição de casa! =)

3 yoga poses for the shoulders and chest.Coloquei aqui o link de algumas das routines que eu faço. Gosto de fazer essas que encontro na internet porque elas dão uma variada na salutação ao sol básica. ;)

Vou colocar também a imagem de uma das sequencias que eu faço para "expandir" meus ombros e abrí-los na horizontal. =D

13 de maio de 2015

Escrita Universal

Depois de pesquisar no google a "Escrita Universal" e não encontrar nada - minto, achei algumas coisas sobre religião - e pesquisar "Escrita Universal Movimento" apenas achar coisas sobre como anotar e registrar movimento, me sinto menos mal de achar que iamos realmente escrever algo em sala quando o professor anunciou que iríamos trabalhar com escrita universal. (ops)

Achei o conceito da escrita interesante e super simples: escrever uma letra com alguma parte do corpo em um dos 3 planos - porta, roda ou mesa. O que achei interessante é que os movimentos rapidos e pequenos com qualquer letra... me remetem ao hip-hop. Enquanto os maiores e mais lentos me remetem a danças mais calmas. =D 

6 de maio de 2015

Solos de Stuttgart

Adoro os solos. Fiquei felicíssima em ter a oportunidade de assistir aos solos este ano novamente. Espero que possamos ir de novo ano que vem e o próximo. =) Sempre aprendo muito com a experiência:

- Gosto de ver o quão tênue é a linha que separa a dança do teatro. Todas as coreografias que assistimos podem ser analisadas sob os mesmos parâmetros que utilizamos em sala para descrever movimento do ator. E não só isso! Podemos ver até a utilização da voz, como na apresentação da Hemabharathy Palani da Índia. =)

- Percebi também o que o professor diz com: o texto, a fala ou qualquer outro adereço não pode "tirar" do movimento, mas tem que se agregar a ele. Creio que o uso da voz, em Trikonanga faz exatamente isso.

- O solo da indiana, com certeza entre meus favoritos, me marcou pois pegou um conceito clássico indiano e o transformou - incorporando-o com a dança conteporânea e o ballet. Achei que o resultado final foi surpreendente e comovente. Creio que a intérprete conseguiu empregar os três dispositivos da Navarasa com êxito: expressão física, expressão oral e expressão oral interior. 

- Como tudo volta a Meyerhold (hehehe) achei o paradoxo entre os movimentos iniciais da dançarina - leves, sustentados e suas poses poderosas - extremamente contraditórios com os finais - quando ela se lavava com a água que cuspia. Isso me marcou muito.

- Acho que a outra que eu mais gostei foi "Inside out" da Anna Réti. No programa, é dito que "Existe alguma humanidade dolorosa nele". Achei muito bem posicionada esta opinião. Os movimentos dela são vigorosos e frenéticos, que eu associei ao estado em que encontramos nosso mundo hoje: estressado, louco e confuso por causa do rítimo acelerado e implácavel no qual vivemos.

- Os movimentos iniciais e repetitivos de Anna foram um dos meus momentos preferidos. Eles me levaram a pensar (com o auxílio da sonoplastia) em um ratinho de rua ou nos trilhos de um trêm. Mais precisamente de um vídeo que vi há alguns anos... não consequi achar ele na internet mais... =(

- Outra coisa que percebi era o número de vezes que ela caía no chão. É preciso muuuuita técnica e treino para conseguir fazer isso e não se machucar. Eu - doida - fui tentar fazer algo parecido na aula de voz e acabei machucando meu punho - obviously... Mas já está melhor e eu já aprendi minha lição. =)



29 de abril de 2015

Feedback da Avaliação

Sempre me dá um friozinho na barriga antes do feedback da avaliação: meu grupo sempre é um dos últimos a se apresentar e sempre tenho que ficar esperando por um tempo... neste meio tempo me passa tudo pela cabeça (isso é uma ideia para uma cena): se fui bem, se fui mal, se foi curto demais, se foi muito comprido, se utilizamos princípios suficientes, se foi teórico demais... enfim... as mil possibilidades (por mais improváveis que sejam) passam pela minha cabeça. =/

Mas quando chega nossa vez, nunca é o bicho que sete cabeças que eu imagino. 

Momento sonoplastia:


O que achei muito legal da análise do professor sobre meu desempenho nesta avaliação, foi que houve um pequeno salto: como se eu tivesse em um linha crescente e tive uma pequena mudança. O que ele falou é que normalmente sou levada pelo lado teórico, compreendendo tudo lógicamente antes de partir para o sensível ou cinestético. Neste trabalho, disse que foi possível ver uma mudança em que fui guiada um pouco mais pelo "Dionísio" que o "Apolo" - me utilizando do Nascimento da Tragédia de Nietzsche. 

Desde que me deparei com estes conceitos, percebi que eu era quase 100% Apolo e que meu lado Dionisíaco precisava de mais liberdade para se desenvolver. Fico contente que o professor tenha percebido isso na apresentação. Espero que consiga continuar a desenvolvê-lo. =D