4 de agosto de 2014

A Gota - em vida real

Decidi levar o exercício que fizemos em sala - de imaginar uma gota de óleo pela pele, pelos músculos e pelos ossos - um pouco além. Realmente fiz a atividade da gota de óleo com uma gota de óleo de semente de uva (originalmente para massagem, e não atividades de atores malucos). =)

Uma das primeiras limitações que encontrei foi a questão da roupa, pois em sala quando imaginei a atividade, relevei a roupa e fiz os movimentos como se a roupa não fosse um empecilho. 

Outra diferença entre o que tinha imaginado em sala e o acontecimento real é a velocidade do óleo. Na vida real, a gota viaja muito mais lentamente do que eu esperava e do que eu fiz em sala de aula. Tive mais dificuldade de sustentar os movimentos quando fiz com a gota verdadeira. (Haja força). 

A terceira questão que eu quis levantar foi a meleca que acaba acontecendo com o óleo. Assim como acontece em uma frigideira, quando o óleo percorre uma parte na nossa pele, fica um pequeno rastro... e à medida que você vai se movendo, você vai se untando ainda mais. =P Fica uma bagunça. 


Fiz um pequeno vídeo pra demonstrar 
como fica o rastro do óleo e a velocidade da gota.

28 de julho de 2014

Volta às Aulas - 2o Período

Voltamos das férias hoje e já não fui na primeira aula do 2o período devido à acolhida aos calouros. =) Ai ai ai...

Cheguei à primeira aula de Movimento para Cena I atrasada e a turma estava falando sobre peças e filmes que tinham visto durante as férias. Comentei que um dos filmes que ví para minha pesquisa de personagem do Homem da Poltrona, The Drowsy Chaperone, (que estreia dia 11 de agosto no TUCA) foi O Grande Gatsby. 

Primeiramente, decidi ver o filme pois sabia que a história também se baseava na alta sociedade americana da década de 20. Na verdade me impressionei com o quanto poderia me espelhar no filme para a peça que estamos montando, especialmente na criação de meu personagem, Jane Valadão. Embora o filme seja um drama e a peça, uma comédia-musical, foi possível identificar alguns padrões de movimento da Daisy Buchanan que seriam interessantes incluir na Jane.



Os movimentos dela podem ser characterizados pelas Ações Básicas de Laban de caráter leve: flutuar, deslizar, pontilhar e espanar. A maioria dos movimentos feitos com uma graciosidade impressionante. =)



Acho que este tipo de movimento do personagem reforça a análise literária que é comumente feita: a personagem apresenta uma fachada BRANCA (de inocência e pureza), no entanto, é AMARELA (corrupta) por dentro - como a margarida/daisy.



4 de junho de 2014

As Lavadeiras

No post de hoje queria compartilhar a minha reação à prova da segunda unidade do semestre. A proposta dada pelo professor era "criar e apresentar uma pequena composição de uma cena dramática com duração entre quatro (04) a seis (06) minutos. Essa composição deverá incluir obrigatoriamente a utilização dos princípios de Expressividade, tais como Fatores de Movimento e suas combinações (Estados, Impulsos, Ações Básicas)."  
Buscamos criar uma cena baseada nas oito ações básicas. O processo de criação iniciou por dividir as ações em duas seções: ações fortes e ações leves. Escolhemos o tema das lavadeiras que possibilitava a criação de uma cena com dois momentos: um com movimentos fortes e outro com leves. Portanto, o enredo ficou estabelecido como o seguinte: de manhã as lavadeiras acordam carregando fardos pesados até a área de lavagem, lavam as roupas, e no final do dia festejam.
O movimento de entrada das mulheres trabalha um Estado Expressivo pesado e desacelerado. Ao enfileirar para lavar roupa, cada mulher inicia uma sequência de ações básicas pesadas. A minha sequência é: socar (bater a roupa), empurrar (esfregar roupa contra tábua), torcer (torcer a roupa) e chicotear (sacudindo a roupa). Depois de fazer todos uma vez nos reunimos para celebrar com uma dança, também utilizando as ações básicas, mas leves. Desta vez fazemos em uníssono: pontuar (encostando as palmas das mãos), deslizar (movimento de girar em círculo), espanar (sacudindo a saia) e flutuar (saída de cena).
O que pude perceber ao criarmos os movimentos foi a diferença e a peculiaridade que cada uma trazia à ação. Como o ideal era que todas fizessem a mesma ação com o mesmo peso, espaço e tempo, não nos preocupamos muito com os trejeitos de cada um. Pois cada mulher – personagem – também tem seu modo de trabalhar e dançar.

Com esta cena buscamos trabalhar o contraste nas ações dos personagens durante o passar do dia, embora todas façam as mesmas movimentações – um tanto quanto monótonas depois de quatro repetições – elas ainda tem força física e moral para celebrar.

28 de maio de 2014

Ações Básicas

Para reter as informações da aula de hoje, e não dar um nó em minha cabeça. O diário de hoje vai ser em forma de vídeo-tabela. =) 

Clique na ação básica para ver um vídeo no youtube:


Ação Básica Peso Tempo Espaço
Socar
Thrust

Forte Acelerado Direto
Chicotear
Slash

Forte Acelerado Indireto
Empurrar 
Press

Forte Desacelerado Direto
Torcer
Wring

Forte Desacelerado Indireto
Pontuar
Dab

Leve Acelerado Direto
Espanar
Flick

Leve Acelerado Indireto
Deslizar
Glide

Leve Desacelerado Direto
Flutuar
Float
Leve Desacelerado Indireto


Estes são os símbolos para cada ação básica. A tradução deles está acima. =)



21 de maio de 2014

Estados Expressivos

Estados expressivos são a combinação de dois fatores de movimento.

    
 Na aula de hoje, elaboramos uma mini-cena utilizando os diferentes estados expressivos. A atividade foi muito legal. Eu gosto quando pegamos a mesma cena que fizemos pra prova e ficamos alterando ela de acordo com o conteúdo novo que vemos em sala de aula. É uma forma de mudar nosso ponte de vista sobre nossa própria criação e permitir que exploremos e desenvolvamos nosso trabalho ainda mais. :)

No entanto, não entendi porque - em um estado expressivo - as únicas combinações que podemos fazer são entre os fatores tempo e peso e entre os fatores espaço e fluxo... :/



14 de maio de 2014

Personagens Completos

Estive refletindo sobre o que escrever sobre o fator tempo, que envolvem movimentos acelerados e desacelerados. Isso me fez lembrar de uma histórinha interativa que eu lia no computador quando era criança:



O que achei muito legal de rever - mesmo a cena introdutória - é como todos o elementos dos personagens giram ao entorno das polaridades dofator tempo. O jabuti tem movimentos lentos (calmos), a voz e o estilo de falar também são descelerados. Por outro lado, a lebre é toda serelepe, seus movimentos são rápidos comparados a um padrão mediano, sua fala é extremamente rápido e parece que até o pitch da voz remete a esse estado afobado. Os personagens até usam cores que remetem a sua personalidade: vermelho para o coelho, que é super passional, rapido e ativo - azul para o jabuti que é calmo, lento e centrado.

Isso foi uma lembrança boa que me levou a refletir como temos que aplicar o conteúdo que estamos aprendendo em sala de aula não só para nossos movimentos, mas também para todos os outros elementos cênicos - voz, luz, sonoplastia...



7 de maio de 2014

Solos de Stuttgart



#impressive

Tirei o chapéu para o espetáculo que fomos ver hoje no Guairinha, dos Solos de Stuttgart. Nunca tinha visto uma performance parecida, de dança-teatro. Adorei a experiência! Espero que possamos fazer mais encontros deste tipo.

Me identifiquei na apresentação da Theresa, não só pelo cabelo vermelho (haha), mas pelo tipo de movimento ondulatório do qual ela fez bastante uso. Sinto que este é o padrão de movimento em que me enquadro também. Já achei o primeiro rapaz, o das maçãs, com um estilo próximo de um outro rapaz da nossa sala. A demonstração da energia, a respiração, alguns movimentos eram parecidos entre o solista e uma apresentação que este colega fez na aula de improviso.

No entanto, o que mais gostei foi o da Anneke, dos Mox Pills. Uma das pills que ela tomava me remeteu muito à última aula, do fator peso. :)