22 de setembro de 2015

Ballet Equestre

Estou fazendo meu projeto comunitário da PUC em uma instituição que trabalha com equoterapio. Encontrei várias semelhanças entre a postura do cavaleiro e do dançarino, que me inspirou a trabalhar com este tema na nossa avaliação bimestral. Abaixo coloco a contextualização da nossa narrativa que criamos e também a sequência de movimentos que realizamos durante a dramatização: 

(inclusive, tivemos dificuldade de achar a escrita de alguns dos termos do ballet, mas depois de um tempo achamos todos)

     Baseado nos movimentos que aprendemos e praticamos em sala de aula, desenvolvemos uma pequena narrativa:

No ápice de suas fantasias, as irmãs Morrison vão ao encontro de seus lindos cavalos, como fazem rotineiramente, porém, este dia se tornara deveras especial. Indo alegremente ao encontro dos animais, elas os tiram da baia e os levam para dar um passeio. Ao final do passeio, descem e os levam para cocheira. E é neste momento que começa o encanto. Elas decidem jogar um pó mágico em seus animais, e assim o fazem. E, surpresa! Os lindos cavalos se transformam em belíssimos príncipes! As meninas ficam encantadas e os casais se observam, cumprimentam-se e dançam todos juntos. Mas no momento em que vão dançar em pares, as irmãs se machucam e os belos cavalheiros as ajudam. Quando estão se recompondo, os príncipes dançam de uma maneira muitíssimo elegante. E quando elas se encantam por eles, o feitiço se quebra e os belos moços se transformam em cavalos novamente, deixando as pobres meninas desconsoladas.

Durante a apresentação as meninas fazem os mesmos movimentos e os cavalos/príncipes também. Descrevemos abaixo estes movimentos:


MENINAS - Érika e Julia:
      Pose inicial: bras bas e pernas em primeira posição.
      Caminhar: homólogo inferior.
      Espiar os cavalos: braços estendidos, postura de segunda posição de braços (ombros relaxados, leve curva nos praços), tendu com perna direita.
      Guiar os cavalos: homólogo inferior, em sincronia com os meninos.
      Trotar: homologo inferior - elevé na sexta posição e alternar os pés da meia ponta; braços em primeira posição, como se estivesse segurando rédeas.
      Brincadeira com os príncipes: exercícios à barra -: tendu atrás com a perna direita, e arabesque olhando os príncipes. Grand plié se escondendo.
      Brincadeira com os príncipes: exercícios de lado para a barra -: tendu ao lado com a perna esquerda, cambré à esquerda. Grand plié. Estes movimentos sâo revesados entre os pares.
      Caminhar inspirado no corpo de baile.
      Cumprimento ao príncipe: coreografia de cumprimento aprendida em sala.
      Dança de todos: pas de catre, movimento homólogo inferior aprendido em sala, mãos entrelaçadas.
      Machucar a coxa: Arcar a coluna e plié em sexta posição, perna direita em meia ponta. Movimento homologo - braços fazem resistência em mãos do príncipe e pernas dão leve impulso para ele a erguer. Arcar a coluna em forma tridimensional para moldar-se ao corpo do príncipe. Perna direita permanece em coupé.
      Cuidar do músculo: Movimentos cabeça-cauda (PNB) em agonia, enquanto realizam movimentos de aquecimento no chão com a perna machucada. Coupé com pernas paralelas – passé com pernas paralelas – abrir en dehors - esticar a perna - fechar paralelo. Movimento tendu. Movimento de pé (ponta e flex).
      Levantar: pernas paralelas e pé direito em coupé, com tônus.
  Testar a perna: Meia ponta na perna esquerda, esticar a perna direita, enquanto principe a gira.
      Sentar à cardeira e assistir o príncipe. Ir de encontro a ele e tentar beijá-lo.

            CAVALOS/PRÍNCIPES - Ezequiel e Mateus:
      Pose inicial: bras bas e pernas em primeira posição.
      Caminhar: homólogo inferior com coluna levemente arcada, movimento de socar com as pernas forte, direto e rapido, os pés fazem o movimento de deslizar ao tocar o solo quando parados.
      trotando, homólogo superior com movimentos leves de cabeça, homólogo inferior alternando meia ponta, homolateral com tronco para direita e esquerda no intuito de simular o movimento de trote.
      Brincadeira com as meninas: exercícios à barra -: tendu atrás com a perna direita, e arabesque olhando as meninas. Grand plié se escondendo.
      Brincadeira com as meninas: exercícios de lado para a barra -: tendu ao lado com a perna esquerda, cambré à esquerda. Grand plié. Estes movimentos sâo revesados entre os pares.
      Dança de todos: pas de catre, movimento homólogo inferior aprendido em sala, mãos entrelaçadas.
      Cumprimento ao príncipe: coreografia de cumprimento aprendida em sala.
      Dança dos meninos: bras bas e pernas em primeira posição, plíe em segunda posição, sautê terceira para frente e sautê terceira para traz, em uma sequência de 3 vezes, repete os movimento, finalizando com um cumprimento.

      Finalização: anda até as meninas em movimentos de espanar, leve, lento e fraco. Cumprimento a platéia em homólogo superior, coluna reta em 90°.


15 de setembro de 2015

Entrevista com Giovana Povoas

Para a aula de Teatro Brasileiro, entrevistamos figuras atuantes no cenário artítico-teatral Curitibano. Eu decidi entrevistar a Giovana Povoas, que trabalha conosco no Projeto Broadway. Ela é formada em balé clássico pela Royal Academy of Dance, com formação em interpretação pelo Instituto Stanislavsky e graduada em jornalismo na Universidade Federal da Bahia. Já trabalhou como preparadora de elenco, produtora, bailarina e atriz além de se dedicar também aos estudos de Teatro Musical, na New York Film Academy, em Nova Iorque. Ela falou bastante coisa interessante sobre o uso do corpo no teatro que decidi destacar e transcrever pra guardar no meu diário:       :)



É certo que poderíamos fazer uma entrevista inteira sobre só sobre o balé, mas, você consegue resumir quais são os benefícios que a dança traz para o ator, para a cena?

Olha! São infinitos. Em primeiro lugar a consciência corporal, e a gente também trabalha ritmo, que é muito importante, então para o ator a gente tem consciência corporal, ritmo, desenvoltura, a gente começa a trabalhar noção de espaço também - abrindo foco de visibilidade - bailarino tem muito mais noção de espaço, nossa tem muita coisa, muita, muita coisa, e o físico realmente ajuda muito, condicionamento físico, então quem já faz balé tem um condicionamento físico melhor, para aguentar um espetáculo grande, é você está mais acostumado com o palco, com a luz, então você tem um ganho que é estar dentro da cena, dentro do palco, que é muito importante, no balé você começa bem cedo, então, você chega com dez anos com uma experiência grande, se você começar cedo, e ai se você for para o teatro você leva tudo isso, é muito legal.

E uma pessoa que já é ator, e vai fazer algum teste e já é ator, você recomenda fazer balé ou algum outro tipo de dança?
Sim, sim. Todo tipo de dança é bom, então você tem que fazer o que você gosta, porque ela vai te ajudar em várias coisas, se você fosse começar a dançar mesmo eu diria: faça um balé clássico, e faça outro tipo de dança que você gosta, mas o balé clássico é muito importante como base, como técnica, é muito legal. Mas qualquer tipo de dança para o ator é muito legal, é um trabalho físico mesmo, que é muito importante.

O que você acredita que o ator precisa conhecer e praticar pra executar um bom trabalho?
O ator precisa conhecer de tudo, eu falo isso em minhas aulas: a gente precisa se aprimorar quanto individuo, porque para gente fazer diferentes tipos de personagens, a gente tem que abrir a nossa visão de mundo, então a gente precisa ler muito, viajar muito, eu acho que devemos fazer aula de tudo, todos os tipos de dança, de hipismo, de esgrima, tudo, música, tudo, aprender um instrumento, porque tudo isso vai te ajudar a ser um ser humano melhor, a ser um ser humano com uma visão de mundo mais ampla, e ai sim você vai conseguir fazer diferentes personagens, é claro que você vai pesquisar de acordo com cada personagem, mas você precisa conhecer o mundo, você precisa ter visto as diferentes coisas, ver muito espetáculo, eu digo: todo tipo de arte, eu digo para os meus alunos: vocês precisam ver muito cinema, muito espetáculo, ler muito livro, assistir opera, exposições, tudo, porque uma arte inspira outra arte, então é muito importante nós como atores, sermos indivíduos melhores. A gente tem muito que estudar, imagine que temos todos os seres humanos para estudar, é a nossa matéria de estudos.

1 de setembro de 2015

Coreografias frustrantes :(

No projeto de teatro musical do qual estou participando estamos, ao final de cada aula de dança, montando uma pequena coreo... ela não vai ser apresentada, mas acho que é só para não ficarmos na repetição dos exercícios que fazemos todos os dias: fazemos sequências de ballet e jazz. 

No entanto, eu estou sentindo bastante dificuldade pra "pegar" a coreografia... eu "entendo" os movimentos que tem que ser feitos, mas na hora de executar, eu esqueço do próximo e acabo me atrapalhando toda. Me sinto assim:

Não é legal.


Na aula na puc, a pequena sequência de cumprimento que aprendêmos é menos complexa e passamos ela parte por parte, o que deixou ela muito mais fácil de fazer - embora vejo que muitos dos meus colegas tenham bastante dificuldade.

Sei que não sou a única do projeto que não é exatamente uma dançarina e que não consegue pegar a coreo direito, mas me frustro do mesmo jeito. =(

25 de agosto de 2015

Resenha Crítica - Quebra Nozes

Para hoje, assistimos o espetáculo quebra-nozes e elaboramos uma resenha (individual) sobre o que vimos:


Gostei muito de ter assistido. ;) Mas fiquei com um pouco de receio de escrever a resenha porque sei que não tenho muito conhecimento de dança, afinal... tivemos somente um mês de aula. Mas em todo caso, foi essa a minha reflexão:

Quebra-Nozes: Uma manifestação de virtuosismo e expressividade 
Obra: EUROARTSCHANNEL. Piotr Tchaikovsky: The Nutcracker - Ballet in two acts (HD 1080p).

O espetáculo "The Nutcracker", apresentado pelo Mariinski Theatre Ballet Company e Symphony Orchestra, disponibilizado online pelo EuroArtsChannel, é uma obra encantadora. O esforço conjunto de Valery Gergiev, Vasily Vainonen, Benjamin Tyrrell, respectivamente maestro, coreógrafo, cenógrafo e figurinista, resultou em uma peça cativante. 

Apresentado pela primeira vez no mesmo teatro em 1892, o ballet conta a história de uma noite de natal na casa da família Stahlbaum. Clara Stahlbaum (Alexandra Korshunova), menina entre 10 e 12 anos, recebe de seu padrinho Drosselmeyer (Fyodor Lopukhov) um boneco quebra-nozes, do qual ela imediatamente passa a gostar. O primeiro ato termina com Clara adormecendo e entrando em um sonho, em que ela é salva pelo boneco quebra-nozes (Pavel Miheyev) de um grupo de ratos. No segundo ato, continuamos o enredo onírico da menina, mais velha no sonho, agora interpretada pela primeira bailarina Alina Somova, que é guiada pelo principe quebra-nozes (Vladimir Shklyarov) no reino dos doces. Clara se depara com diversas figuras como dançarinos espanhois, russos, chineses e árabes. Então se depara com um corpo de baile, que leva ao desfecho da obra. 

A obra traz um contraste interessante entre o realismo do primeiro ato, em que encontramos a família de Clara e os convidados em sua casa, e o segundo ato, em que nos deparamos com seu mundo dos sonhos. Ambos os instantes são encantadores tanto pela interpretação dos dançarinos quanto pelos riquíssimos cenários e figurinos. Em especial, o segundo ato consegue trazer para o palco, pela união destes componentes e uma coreografia estilizada, a fantasia da garota. Pode se reparar pela mudança de endumentária do corpo de baile que passou a vestir rosaclaro e as bailarinas de tutu romântico. A coreografia de entrada do pas de deux dos primos bailarinos remeteu bilhantemente a sensação de vôo de Clara em seu sonho. Foi uma apoderação inteligente de um efeito clássico do ballet para enriquecer a narrativa. 

Alguns pequenos erros de câmera filmagem do espetáculo como quando o primeiro bailarino é tampado pelas dançarinas no início do segundo ato nos lembram que o espetáculo foi produzido para ser assistido ao vivo. No entanto, os editores tiveram bom gosto na escolha de movimentos durante a edição da versão em vídeo e a gravação é de ótima qualidade. Tanto que, no início do primeiro ato, é visível o quadriculado do projetor, utilizado para dar o efeito de neve caindo, no corpo dos bailarinos e no cenário. 

Bela tanto pelo virtuosismo dos bailarinos quanto por sua capacidade expressiva que torna a narrativa atraente, a obra é interessante para público de todas as idades, frequentantes ou não do ballet.